lunedì 15 marzo 2010

Aula de Religião 5ª Serie

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ERE
PROF. KALIL DE OLIVEIRA


HISTÓRIA DO ENSINO RELIGIOSO E DA EDUCAÇÃO

O Ensino Religioso começa com o descobrimento quando o Brasil torna-se colônia de Portugal. Os índios, que viviam aqui antes da vinda dos primeiros portugueses, foram os primeiros habitantes do país e o ensino tem tudo a ver com eles. Em 1549 os padres Jesuítas da Companhia de Jesus vieram para cá com a ordem para construir colégios e ensinar os índios e filhos de colonos portugueses a ler e a escrever.

A alfabetização era uma oportunidade de convencer a população a viver de acordo com os costumes europeus. Por isso os alunos aprendiam os ofícios de carpinteiro, ferreiro, sapateiro e outros. Os principais colégios ficavam na Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Os principais jesuítas eram os padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta.

Como os primeiros professores eram padres católicos, as aulas eram aproveitadas para divulgar a fé católica entre os alunos. Isso só mudou quando, em 15 de novembro de 1890, um ano após a proclamação da república, intelectuais republicanos conseguiram a separação da Igreja e o Estado. No debate entre católicos e republicanos, o governo da época manteve o Ensino Religioso, mas as aulas não seriam ministradas mais por padres. Nessa época 80 por cento da população era católica.

Em Santa Catarina, a partir de 1970, o Ensino Religioso deixa de ser exclusividade da Igreja Católica. Nasce o Conselho de Igrejas para o Ensino Religioso (CIER) e as aulas tornam-se cristãs ecumênicas.

A última alteração no Ensino Religioso aconteceu em 1996 com a criação do Conselho do Ensino Religioso de Santa Catarina (CONER/SC) formado por membros de diferentes religiões. Hoje ele abrange todas as culturas religiosas.

Questões: (1) Quem eram os jesuítas e como introduziram o ensino no Brasil? (2) Quem freqüentava as escolas nesta época? O que aprendiam? (3) Qual era a religião oficial do Brasil Colonial e Imperial? Por quê? (4) Como eram as aulas de Ensino Religioso no Brasil Colonial e Imperial? (5) Que transformações aconteceram no Ensino Religioso de Santa Catarina a partir de 1970? (6) Como devem ser as aulas de Ensino Religioso hoje?



SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ERE
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

TERMINOLOGIAS, CONCEITOS E DEFINIÇÕES NO ENSINO RELIGIOSO

O Ensino Religioso ou ciência da religião trata do conhecimento religioso. Esse conhecimento vem das próprias pessoas, pois todos somos religiosos. Não quer dizer que sejamos obrigados a freqüentar igrejas, rezar e orar. Antes de pertencer a esses lugares ou não, todos somos capazes de sonhar, querer a felicidade, desejar coisas boas para a vida. Cada dia o homem supera os limites: como não pode voar, faz aviões, por exemplo. É o fenômeno religioso, ou seja, o homem é insatisfeito com a sua condição, ele transcende.

Já houve um tempo em que as pessoas queriam separar as pessoas dizendo que somente aquele que faz suas "obrigações de fé", como pertencer à uma igreja ou ler a Bíblia todos os dias, poderia considerar-se uma pessoa verdadeiramente religiosa. O interesse em saber como funciona o fenômeno religioso na sociedade, nas religiões e até no dia-a-dia de cada pessoa é um assunto para o Ensino Religioso.

Outro detalhe é que em tudo existe um pouco de religião. Na história, na arte, na língua portuguesa, na política, no trabalho e a lista é imensa. Todo esse saber acumulado é conhecimento religioso. Muita coisa já está disponível nos livros sagrados como a Bíblia, mas existem povos que não usam a escrita e transmitem tudo em conversas, a tradição oral. É por isso que alguns estudiosos, além de ler os textos, precisam ir até alguns povos quando querem escrever sobre sua crença.

No Brasil as pessoas são livres para acreditar no que quiserem. Talvez por isso às vezes, quando ligamos o televisor, nos deparamos nos noticiários do aparecimento de novas e novas culturas e religiões. As maiores e mais comentadas religiões em todo o mundo são o Budismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, Cristianismo, Animismo, entre outras.

Assim, o Ensino Religioso na escola é importante porque nos ajuda a conhecer os outros e a nós mesmos para respeitarmos as diferentes interpretações do que é sagrado. Afinal, cada um é livre para escolher que caminho seguir em sua vida, mas nem por isso tem o direito de diminuir a fé do outro.

Questões: (1) Escreva com suas palavras qual o objetivo do Ensino Religioso da sua escola. (2) Como você define fenômeno religioso? (3) Na sua opinião, de que forma as religiões mexem com a nossa vida? Por quê (4) O que é conhecimento religioso? Cite exemplos. (5) Você já parou para observar as manifestações religiosas do lugar no qual você mora? Fale sobre isso. (6) O que é possível fazer para conviver bem com pessoas de religiões diferentes?
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – PROF. KALIL DE OLIVEIRA

O ESTUDO DA RELIGIÃO COMO CULTURA

O ser humano é o único animal que tem cultura. Mas o que vem a ser isso? Washington Santos, no seu Vocabulário de Sociologia diz que a palavra quer dizer, entre outras coisas, “... um patrimônio riquíssimo da humanidade e constituído dos mais variados elementos a saber: idiomas, conhecimentos, crenças, ideologias, sistemas filosóficos, lendas, tradições, símbolos, formas de comportamento, normas de conduta religiosa, normas morais, jurídicas, higiênicas, formas de organização social e política, sistemas jurídicos, organização econômica, obras de arte, construções, instrumentos, utensílios, máquinas, modas, cerimônias, ritos, etc”.

Perceba como é amplo o significado da palavra cultura. Diferente das outras espécies, o homem tem a capacidade de, em tudo o que vê e faz, deixar sua influência pessoal, seu modo de ser no mundo, como uma “lente” que dá a cor do que vai ser visto. Assim é a cultura. Cada povo tem uma lente diferente, mas o olho é o mesmo. O desafio do Ensino Religioso é mostrar que as tradições religiosas não apenas interferem na cultura, mas são influenciadas por ela. É com a inculturação de uns com os outros, na relação constante entre as religiões e as pessoas, do conhecimento que surge com isso tudo, que aparecem as raízes dos novos grupos sociais.

Um grande exemplo de inculturação está no Brasil. A mistura das raças no território brasileiro foi na verdade imposição do colonizador sobre o colonizado. Mesmo assim, a colonização de portugueses católicos não escapou da influência dos cultos africanos trazidos pelos escravos, bem como dos rituais praticados pelos índios. Mais tarde, imigrantes europeus protestantes trouxeram consigo a cultura de seu lugar para misturar-se à nossa dando a origem definitiva da cultura religiosa brasileira.

Mas nem todos os lugares são iguais ao Brasil. Apesar dos cientistas sociais falarem de uma cultura mundial, com características comuns entre os países, na Europa, por exemplo, a diversidade cultural provoca destruição com o aparecimento de movimentos separatistas como o Grupo Separatista Basco (ETA), no norte da Espanha e sul da França. Lá, durante anos, o ETA promove sangrentos atentados terroristas. A Irlanda do Norte, outro exemplo de destruição e morte, também quis se ver livre do Reino Unido. Desta vez são católicos e protestantes que se matam mutuamente num caso grave de intolerância religiosa.

Por essas razões, talvez a única verdade em relação à existência de uma aldeia global é a imposição dos países ricos pelo fortalecimento de uma cultura do consumismo. Do jeito que as pessoas são diferentes em todas as partes do mundo, até o momento é muito difícil acreditar numa única cultura religiosa que atenda a todos. Por enquanto o estudo cuidadoso da religião como algo humano, produto da cultura, ainda servirá como resposta para se entender tanto as razões da tolerância histórica do povo brasileiro como a atitude radical dos grupos terroristas capazes de matar a sangue frio e sem o menor arrependimento.

Questões: (1) Que bicho é o homem? O que nos faz diferentes dos outros animais? (2) O que é cultura? De que modo as sociedades têm manifestado sua cultura? (3) Por que a religião pode ser entendida como um fenômeno cultural? (4) Quais as principais religiões mundiais? (5) O que é inculturação religiosa? É possível evita-la? (6) Por que dizer que o mundo hoje é uma grande aldeia global? O que as religiões têm a ver com isso?


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – PROF. KALIL DE OLIVEIRA

RELIGIÕES E DEUSES ORIENTAIS E OCIDENTAIS

Hoje existem muitas religiões no mundo, tanto do lado oriental quanto ocidental. Vamos conhecer apenas alguns exemplos, pois a cultura hebraica, egípcia, caldéia, fenícia, persa, entre outras, nasceram primeiro no oriente para depois formar outras grandes religiões mundiais.

Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma, por isso faziam as múmias. Quando a alma procurasse novamente o corpo seria necessário que esse estivesse inteiro antes de voltar à vida. Da mesma forma, as crenças e os deuses existentes ajudavam os reis (faraós) na realização de seus interesses. O faraó Amenófis IV, vendo o prestígio dos sacerdotes e a grande quantidade de deuses, pensou em elevar o deus Aton, o Sol, como o maior de todos os deuses, portanto deus único. Era a idéia do monoteísmo. Ele mandou fechar os templos e retirou os nomes dos deuses dos monumentos públicos. Pouco depois o Egito voltaria para o politeísmo.

Enquanto isso, na Mesopotâmia o povo Caldeu, quando se sentia doente, recorria aos sacerdotes religiosos pensando que se tratava de um mau espírito. Os sacerdotes, aproveitando a popularidade inventaram uma maneira de prever o futuro com a observação das estrelas e planetas, criando o horóscopo, e pela interpretação dos sonhos. Dependendo a posição dos astros no céu no dia do nascimento de uma pessoa, o sacerdote dizia seu futuro.

Os fenícios também adoravam vários deuses como os astros, as montanhas, as águas, as árvores, mas escolhiam um deus particular para proteger as suas cidades. Chamavam esse deus de Baal, que quer dizer senhor. Era um povo muito desenvolvido que, inclusive, usou pela primeira vez um alfabeto para se comunicar.

No caso dos persas, existiam dois deuses principais, do bem, Ormuzd, e do mal, Arimã. O deus do bem criou o mundo, mas conta com a ajuda dos homens para enfrentar Arimã até o dia da destruição do mundo e a vitória final. A religião ganhou o nome de Zoroastrismo por causa de seu fundador Zoroastro. Muito curioso na crença dos persas é que quando alguém morria, o corpo era colocado em uma torre bem alta para ser devorado por urubus. Eles também não faziam cultos pelos mortos e não tinham templos. Apenas altares simples, como uma fogueira, eram usados para a adoração dos deuses.

Uma das mais fortes características da religiosidade do povo hebreu é sem dúvida a sua crença em um só deus, Jeová. Na maior parte em que eram governados pelos reis faziam a relação entre um único chefe político e um único Deus. Abraão, Moisés e Davi são grandes exemplos de fé entre os hebreus, divulgadores do monoteísmo, mas também tinham os profetas que condenavam os pecados dos reis e do povo em geral e previam o futuro.

Questões: (1) Como definir oriente e ocidente? (2) Que diferenças fundamentais há entre o homem oriental e o ocidental? (3) Quais as principais religiões do oriente? Que deuses os orientais cultuam? (4) Como o homem ocidental expressa a sua religiosidade? Quais os seus deuses? (5) Quais contribuições da cultura oriental podem ser observadas no ocidente? (6) Pode haver um dia a unidade entre as religiões mundiais?



SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – PROF. KALIL DE OLIVEIRA

RELIGIOSIDADE INDÍGENA

A história do país que hoje se chama Brasil não começou com a chegada dos portugueses. Alguns arqueólogos, que estudam o passado dos povos através dos vestígios que eles deixaram (ossos, objetos, etc.), dizem que há pelo menos 20 mil anos estas terras já eram habitadas. Outros dizem que já havia gente por aqui bem antes disso.

Em 1500, o litoral do Brasil era ocupado por diferentes indígenas que, somadas, formavam o grupo Tupinambá. Quando os europeus chegaram com suas caravelas, foram recebidos por estes povos, que ficaram fascinados com as facas e ferramentas de metal que eles trouxeram. Os tupinambás não conheciam o metal. Suas ferramentas eram feitas com madeira e pedras.

O fim dos índios foi trágico. Dos cinco milhões que existiam no país na época do descobrimento, restaram apenas 250 mil. Das 300 línguas diferentes e culturas milenares, restam ainda 170 línguas, muitas delas conservadas pelo isolamento da região norte do país. Com único objetivo de explorar as riquezas do país, o colonizador arrancaram dos povos indígenas sua madeira, pastos e minerais valiosos como o ouro.

No Brasil aqueles que estudam a religiosidade dos povos indígenas têm duas formas de explicação: o animismo, o xamanismo e o totemismo. No animismo diz-se que o indígena enxerga por trás dos objetos uma vida, alma, capaz de entrar em relações diretas com os homens. É, mais do que uma religião propriamente, uma forma de explicação dos fenômenos da natureza.

Já o nome xamanismo vem de “Xamã”, um índio experiente que adquire os poderes mágicos necessários para curar as doenças, espantar os espíritos dos mortos, evitar catástrofes e epidemias nas aldeias. Esse tipo de feiticeiro pode ser também o chefe da tribo, mas na maioria das vezes não se envolve nas questões administrativas.

Por fim, no Totemismo, crê-se que há um parentesco da tribo com animais ou vegetais. Julgam-se, por exemplo, descendentes da união de um urso com uma mulher. Então, o nome de seu totem vai ser urso. Este se torna um animal sagrado. Não se pode mata-lo, a não ser em condições especiais, no qual se come a carne e se bebe o sangue do animal para incorporar a sua força, inteligência ou agilidade.

Em alguns aspectos a vida do índios é bem diferente da nossa. Em algumas tribos, antes da fase adulta, já sabe caçar e pescar, mas para o jovem ser considerado homem é preciso participar de rituais dolorosos como cicatrizes provocadas por cortes profundos pelo corpo. Por outro lado, foram os índios que ensinaram aos brancos o cultivo de algumas plantas como a mandioca, a erva mate, e até o hábito diário de tomar banho.

Questões: (1) Quem é o índio? Quantos tipos há no Brasil? (2) Por que dizer que o índio brasileiro foi duramente massacrado com a colonização? (3) Como o índio expressa a sua religiosidade? (4) O que quer dizer animismo, xamanismo e totemismo? (5) Como o índio torna-se adulto? Como encara a morte? (6) Que contribuições da cultura indígena podem ser observadas na religiosidade do homem brasileiro? (7) O que fazer para compensar os erros cometidos contra os índios em nossa história?


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – PROF. KALIL DE OLIVEIRA

CRISTIANISMO

Jesus Cristo, fundador do Cristianismo, nasceu na cidade de Belém da Judéia. O lugar era controlado pelos romanos do Imperador Otávio Augusto. Foi lá também que Jesus começou a pregar sua mensagem. Ele tinha trinta anos de idade e vivia acompanhado por doze homens, os apóstolos. Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram sobre a vida de Jesus e a história inicial do Cristianismo nos Evangelhos (Boas Novas), parte do Novo Testamento da Bíblia Sagrada.

A mensagem de Jesus Cristo nos Evangelhos está disponível não apenas a um determinado povo, mas a todas as pessoas. Ensinava, entre outras coisas, sobre a simplicidade, o amor ao próximo, a vida eterna da alma, e o perdão às ofensas.Os romanos não gostavam dos ensinamentos de Jesus, nem os religiosos da época, os fariseus e saduceus. Por isso Jesus foi aprisionado, torturado e, crucificado no Monte Calvário. Depois de morrer Jesus teria ressuscitado no terceiro dia para quarenta dias depois subir ao céu. Os apóstolos, então, começaram a difundir a mensagem cristã com muita dificuldade, sendo alguns deles executados, como Paulo e Pedro.

Hoje são inúmeras igrejas cristãs pelo mundo. Para organizar melhor as igrejas existentes foram separadas em três grupos: Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo Papa, a Igreja Ortodoxa Grega, liderada pelo Patriarca de Constantinopla, e a Igreja Protestante, liderada por bispos, pastores e outros líderes.

O catolicismo caracteriza-se pela crença na virgindade de Maria, mãe de Jesus, no batismo de crianças, nos votos de celibato para seus principais líderes, no purgatório como última chance dos que morrem se purificarem antes de ir para o céu. No Brasil predominam os católicos romanos, cuja liderança é exercida pelo Papa João Paulo II, como maioria da população.

O protestantismo nasceu das tentativas de reformar o catolicismo. Depois de Lutero surgiram inúmeros outros protestantes e divisões. Entre outras coisas, não admitem a infalibilidade do Papa e o dogma de Maria. São conhecidos vários grupos como os históricos (Batista, Metodista, Presbiteriana, Luterana), pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã, O Brasil para Cristo), e neopentecostais (Renascer, Deus é Amor, Internacional da Graça, Universal).

Por fim há ainda manifestações conhecidas como “cristãos de fronteira” por admitirem Cristo associado a elementos de outras religiões. São os Adventistas, Testemunhas de Jeová, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, etc. Essa expressão, “cristã de fronteira”, entretanto não é bem aceita por esses grupos. Com o início do movimento ecumênico os teóricos preferem chamá-los apenas de movimentos religiosos. O ecumenismo hoje já é uma tentativa de diálogo entre as igrejas cristãs, tanto que a Campanha da Fraternidade, promovida tradicionalmente pelos católicos, tem sido adotada por outras igrejas cristãs.

Questões: (1) O que é e como surgiu o cristianismo? (2) Quem foi Jesus Cristo? (3) Por que a Bíblia Sagrada é considerada um livro importante no cristianismo? (4) Que divisões há dentro do cristianismo? (5) Quais as principais características do catolicismo? (6) Como são as divisões do protestantismo? (7) De que forma se entende os cristãos de fronteira? (8) O que é ecumenismo? Quais são as mais recentes tentativas de aproximação entre católicos e protestantes?



SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – PROF. KALIL DE OLIVEIRA

A CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Os negros foram trazidos ao Brasil poucas décadas depois do descobrimento para trabalharem como escravos entre 1600 e 1900. Com eles o país cresceu mundialmente na extração de minérios e como produtor de café e cana de açúcar. Com a Lei Áurea, publicada em 1888, a escravidão acabou, mas os descendentes africanos não tinham como voltar ao seu país de origem. Por causa do preconceito, também não compravam terras, nem conseguiam empregos. Foi a partir de 1920, na periferia das grandes cidades, que os brasileiros conheceram melhor a religiosidade que os negros praticavam quando eram escravos. Entre elas estão a Umbanda, Candomblé e Quimbanda.

O Candomblé é o mais original culto africano no Brasil. As cerimônias acontecem em terreiros e em língua africana com cantos e ritmos de tambores. Usam jogos de adivinhação como cartas e búzios. Principalmente por conta da perseguição, houve o sincretismo do Candomblé com o catolicismo no qual se colocavam nomes africanos em santos católicos como Iemanjá (N. S. da Conceição) e Iansã (Santa Bárbara). O principal deus é Olodumaré, criador dos orixás.

Já a Umbanda é praticada em Centros Espíritas e é conhecida como Magia Branca, o que significa fazer o bem e combater a magia negra. É uma mistura de rituais africanos e europeus feita por brancos no Rio de Janeiro. Acreditam na possibilidade de contato entre vivos e mortos e na evolução espiritual após sucessivas vidas na terra, quer dizer, a reencarnação.

Algum tempo depois nasceu a Quimbanda, que pratica rituais de magia negra, e é uma ramificação da Umbanda. Magia negra significa missa negra ou magia e feitiçaria. É conhecida por realizar oferendas com animais como gatos e galinhas pretas. Cultua os mesmos orixás da Umbanda e Candomblé.

Depois de conhecer a cultura afro, o cristianismo da América não foi mais o mesmo. Nos cultos protestantes é forte a presença e influência negra nos ritmos musicais dos cultos, alegres e agitados. Outro aspecto que surgiu no culto das tradições afro-brasileiras é o movimento liderado pelos cristãos de transformar os orixás e guias em demônios que “possuem” o corpo das pessoas. O exorcismo, assim, ganhou força e já se constitui num importante ingrediente da religiosidade do povo brasileiro, tanto entre os católicos carismáticos como entre os evangélicos pentecostais e neopentecostais. Amado ou odiado o culto afro é o centro das atenções para as religiões do Brasil.

Questões: (1) Quem é o negro? Como chegou ao Brasil? (2) De que forma o negro expressava sua religiosidade? (3) Como se percebe a presença da cultura africana no cotidiano da sociedade brasileira? (4) O que é sincretismo religioso? O que a religiosidade afro-brasileira tem a ver com isso? (5) Quais são os principais deuses da religiosidade afro-brasileira? (6) Que contribuições o culto afro trouxe para o cristianismo?







SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ER
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

ESPIRITISMO

Muito tempo antes de Leon Hippolyte Denizard Rivail, ou Allan Kardec, ter codificado mensagens das almas desencarnadas em suas obras, o espiritismo já era uma doutrina baseada na crença da existência de um espírito, que não necessita do corpo para existir. O espírito retorna à Terra, em sucessivas reencarnações, até atingir a perfeição. Os filósofos gregos Pitágoras e Platão, por exemplo, já faziam referência a esse movimento das almas 500 anos antes da era cristã.
Segundo Pitágoras, que era membro de uma organização mística chamada Orfismo, o homem purificava a sua alma explorando todas as formas do saber. Com o passar dos anos o orfismo foi sendo esquecido até chegar a era moderna e o espiritismo ser retomado pelo kardecismo do francês Allan Kardec.
O kardecismo está sustentado por sete livros que teriam sido escritos por Allan Kardec: O livro dos espíritos, em 1857, O que é o espiritismo, em 1859, O livro dos médius, em 1861, o evangelho segundo o espiritismo, em 1864, O céu e o inferno, em 1865, A gênese, em 1868, e Obras póstumas.
Os praticantes do espiritismo, segundo Kardec, acreditam que os espíritos interferem na vida dos indivíduos se valendo de médiuns, a quem recorrem para contar aos vivos como está, fazer revelações e dar conselhos. Consideram o homem o responsável por sua felicidade. Seu destino depende de seus atos, principalmente a caridade.
A doutrina foi organizada no Brasil por estudantes, filhos de ricos brasileiros que freqüentavam universidades da Europa, por volta de 1884, quando é fundada a Federação Espírita Brasileira. Francisco Cândido Xavier é considerado o maior médium do país e morreu aos 92 anos, em 2002, publicando livros conhecidos mundialmente em diversas línguas.
A Federação Espírita Brasileira diz que hoje o número de praticantes no país chegaria a 20 milhões. Muitos católicos e protestantes também procuram os Centros Espíritas apesar de não declararem praticantes da religião. Com isso, o Brasil ainda é o maior país espírita do mundo.
Um outro detalhe que às vezes passa despercebido é a semelhança entre Umbanda e Espiritismo, já que ambos se reúnem nos chamados Centros Espíritas. A Federação Espírita, no entanto, afirma que a Umbanda não se inclui no espiritismo kardecista, pois admitem outros rituais como a realização de sacrifícios.
O culto espírita é bem racional, com meditação baseada na Bíblia Sagrada e nos escritos de Alan Kardec, principalmente o Evangelho Segundo o Espiritismo, e o chamado “passe”, no final, que garante a proteção do fiel.

Questões: (1) Quais são os precursores do espiritismo e como ele nasceu? (2) Quem foi Alan Kardec? Por que ele é considerado o pai do espiritismo? (3) De que forma o espiritismo chegou ao Brasil? (4) Como os espíritas expressam a sua religiosidade? (5) Qual a relação entre espiritismo e caridade? (6) Por que não se deve confundir espiritismo com religiosidade afro-brasileira?





SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ERE
PROF. KALIL DE OLIVEIRA


A HERANÇA INDÍGENA, NEGRA E EUROPÉIA NO BRASIL

O Brasil é uma mistura de raças. O estudante brasileiro sabe desde cedo que o país foi colonizado por portugueses, que aqui já viviam os índios e que mais tarde viriam os negros trazidos como escravos. Existe uma influência de cada um desses grupos étnicos na formação do povo brasileiro. Entretanto, o que pode passar despercebido é a falta de um equilíbrio ou "democracia das raças".

O processo histórico que resultou na atual religiosidade brasileira está marcado pela violência principalmente porque o índio e o negro eram considerados pelos colonizadores como raças inferiores ou atrasadas. Os indígenas, por exemplo, encontravam nas missões jesuítas a única forma de escapar do trabalho escravo e os negros, escravisados, eram obrigados a aderir às práticas do catolicismo oficial.

Essa imposição do catolicismo foi bem visível, pois estava em vigor durante a colônia e o império um acordo entre o Estado brasileiro e a Igreja chamado padroado. Era um direito que os papas davam aos reis de administrarem os assuntos da igreja. Para serem consideradas brasileiras, por exemplo, as pessoas teriam que ser batizados, pois ainda não era expedida uma certidão de nascimento.

Por isso o Brasil, desde o início, era um país católico. As demais religiões eram consideradas pagãs e, portanto, teriam que ser eliminadas. Índios e negros eram batizados e recebiam novos nomes cristãos portugueses. Para cumprir a regra, deixavam para trás seus costumes, sua religiosidade, sua história.

Hoje existe a consciência de que o Brasil passou por um "aportuguesamento" e que o Estado tem uma dívida com os índios e negros. É certo que ocorreu uma mistura entre os grupos que constituíram o Brasil, mas com o predomínio da cultura européia sobre as outras.

Questões: (1) Por que o Brasil é uma mistura de raças? (2) Como foi o processo histórico de formação da atual religiosidade brasileira? (3) O que era o padroado? Dê exemplos. (4) Qual a contribuição da herança negra e indígena? (5) Que solução você daria para resolver as injustiças cometidas contra os grupos étnicos brasileiros?

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ERE
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

ATUAL PANORAMA RELIGIOSO BRASILEIRO

As manifestações religiosas brasileiras são bem diversificadas. Há desde os cultos mais tradicionais como católicos e evangélicos, até a presença de cultos esotéricos, centros holíticos terapêuticos, cursos de danças tribais e outras correntes para o autoconhecimento. Em meio a uma multiplicidade de crenças, o país é citado como exemplo de tolerância, primeiro pela convivência pacífica, depois pelo crescimento do número de pessoas que freqüenta mais de um culto ao mesmo tempo.

No Brasil, não são poucos os católicos que participam de cultos de outra religião: são 22,5 por cento do total. A dupla filiação ajuda a explicar as divergências que existem entre o número de fiéis fornecidos pelas igrejas e instituições religiosas e o do IBGE.

Um exemplo de dupla filiação é a que envolve católicos e espíritas. De acordo com a Federação Espírita do Brasil, a quantidade de adeptos passa de 20 milhões quando são contabilizados os católicos que freqüentam os cultos espíritas e as pessoas que vão esporadicamente aos centros. Em 2000, o IBGE aponta 1,6 milhão de espíritas. Outro motivo do conflito entre os números do censo e os das instituições religiosas é o fato de muitas igrejas adulterarem seu número de filiados, já que tais informações dificilmente poderiam ser conferidas.

Resultados preliminares de amostra do Censo Demográfico 2000, do IBGE, revelam, no entanto, que as mudanças não alteram o perfil religioso do país. Pelo menos em termos oficiais, o Brasil continua sendo a maior nação católica do planeta, com 124,9 milhões de fiéis, que representam 73,8 por cento da população. No período de nove anos, o declínio de 11,9 por cento na proporção de católicos ocorre ao mesmo tempo em que se verifica o crescimento de 71,1 por cento na proporção de evangélicos.

Apesar desse crescimento, impulsionado principalmente pelos cultos eletrônicos em rádio e TV promovidos pelas igrejas pentecostais e neopentecostais, estudiosos prevêem que no futuro o país não será protestante, e sim cada vez mais diversificado. Para se ter uma idéia, acompanhando o crescimento populacional nos grandes centros urbanos, aumentou o número de pessoas que duvidam ou negam a existência de Deus. No censo de 2000, 12,3 milhões de brasileiros, 7,3 por cento, declaram-se agnósticos ou ateus.

Questões: (1) O que pode ser entendido como manifestação religiosa? (2) Por que se diz que o Brasil é um país tolerante em relação à religião? (3) É possível dizer que nas últimas décadas o brasileiro está mais preocupado com a religião? (4) De que forma demonstrar a diversidade de credos existentes no Brasil? Quais os principais grupos? (5) Que fenômeno a mídia exerce sobre a religiosidade do povo brasileiro? (6) Qual é a relação que pode haver entre o ateísmo, ou materialismo, e a vida nas grandes cidades brasileiras?







SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ER
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

UMBANDA, CANDOMBLÉ E QUIMBANDA

É comuns ouvirmos história de pessoas mortas que se comunicam com os vivos. Vozes, fantasmas, visões, fenômenos que chamam a atenção das pessoas sobre a possibilidade de comunicação deste mundo com "outro". No Brasil a mais fiel representante da comunicação entre o mundo sobrenatural e o mundo dos homens é a tradição afro-brasileira. Dos cultos africanos originais surgiram a umbanda, o candomblé e a quimbanda.

Nascida no Rio de Janeiro nos anos 20, a UMBANDA é uma mistura de crenças e rituais africanos e europeus. As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candomblé, da nação nagô. Também é chamada de magia branca que no meio popular significa fazer o bem e combater a magia negra.

A Umbanda considera o universo povoado por entidades espirituais, guias, que entram em contato com os homens por intermédio de um iniciado, médium, que os incorpora. Esses guias se apresentam por meio de figuras como caboclo, preto-velho e pomba-gira. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, criando a identificação de orixás com santos.

Com grandes terreiros em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia, o CANDOMBLÉ, por sua vez, cultua os orixás. Estas entidades são deuses das nações africanas dotados de sentimentos humanos como ciúme e vaidade. Calcula-se que um terço da população brasileira participe de rituais do Candomblé já que a maioria muitas vezes vai ao terreiro ao mesmo tempo em que é adepta de outras religiões.

O Candomblé chegou ao Brasil entre 1600 e 1900 com o tráfico de escravos negros da África Ocidental. Sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses que o consideravam feitiçaria. Para sobreviver às perseguições, os adeptos passaram a associar os orixás aos santos católicos, ocorrendo o sincretismo religioso. Os orixás Iemanjá (força das águas) e Iansã (raios, tempestades, ventos) são associados a Nossa Senhora da Conceição e Santa Bárbara, respectivamente.

A ramificação afro-brasileira que pratica magia negra, a QUIMBANDA, também é chamada pejorativamente de macumba. A palavra magia negra para os europeus significava missa negra, mas para os bantos quer dizer o feitiço que através da magia controlava os mistérios da vida e da morte.

Na Quimbanda são realizados despachos com animais como galos e galinhas pretas, por exemplo, pólvora, objetos da pessoa a quem se quer prejudicar, dentes, unhas ou cabelo de pessoas e animais. Há ainda a prática do envultamento, comum também no vodu haitiano. É a construção de um boneco de pano ou qualquer outro material, desde que pertença à pessoa a quem se quer prejudicar, e a seguir alfinetes ou pregos para transpassar o corpo da imagem. Os quimbandeiros têm como ponto principal de seu culto a invocação ou "Gira dos Exus", que podem estar em estado de evolução ou atraso (quiumbas, obssessores).

Questões: (1) Quais os pontos comuns das tradições afro-brasileiras? (2) O que são guias? Explique. (3) Por que aconteceu o sincretismo religioso no Candomblé? (4) Aponte diferenças entre as tradições afro-brasileiras. (5) Como se dá a pratica do envultamento na Quimbanda?



SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ER
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

CATOLICISMO NO BRASIL

A palavra igreja se refere na maioria das vezes como a reunião de comunidades de crentes em Jesus Cristo. O termo catolicismo está, assim, associado à Igreja Católica. Os católicos defendem que é a igreja que prega, conserva e vive em seus sacramentos e ministérios a mais excelente articulação com o cristianismo. Também, segundo a crença dos católicos, ela teria sido fundada por Jesus Cristo.

A direção geral da Igreja Católica cabe ao Papa Bento XVI. Ele vive cercado por um conjunto de Cardeais e toda uma estrutura formada por dicastérios pontifícios, congregações, tribunais, ofícios, comissões permanentes, secretariados, etc. Depois do Vaticano, nas principais cidades do Brasil, ficam instaladas as dioceses, dirigidas pelo bispo e seus auxiliares. Cada diocese, por sua vez, compreende uma região pastoral composta por várias paróquias. As paróquias são de responsabilidade do vigário, pároco, sacerdote ou padre.

São muitas as linhas doutrinais que valem a pena comentar dentro do católico brasileiro. Vejamos algumas como celibato, ressurreição, purgatório, santos, imagens, devoção à Maria, e batismo.

Apesar de motivo de polêmica, todo membro do clero católico precisa prometer ficar solteiro, ou seja, cumpre os votos de castidade, CELIBATO. Esta é uma lei disciplinar para padres, bispos e cardeais da igreja. Para os demais a igreja prega o casamento indissolúvel. O que Deus uniu não separe o homem.

Sobre RESSURREIÇÃO há dois aspectos a considerar: (1) Quando cristo voltar as nossas almas se unirão a ele e terão um corpo semelhante ao dos anjos. (2) Logo após a morte o homem se liga a Deus (cosmos) esperando pela transformação de todas as coisas. O entendimento que levou à crença no PURGATÓRIO é que para a igreja nada de imperfeito pode participar do céu, por isso é necessária uma purificação.

Os SANTOS são os amigos de Deus ou pessoas queridas que a Igreja Católica venera. A adoração é só a Deus. A igreja faz IMAGENS de santos e presta culto às mesmas. É como se faz com uma pessoa querida em uma fotografia.

Em relação à MARIA também existe uma devoção especial. Segundo a tradição, Maria foi virgem antes do parto. Jesus é o presente de Deus que o homem não poderia produzir.

Por fim, o BATISMO. A Igreja Católica batiza crianças. Ela defende como uma forma de iniciação da pessoa na comunidade religiosa. Para a igreja é uma situação parecida com a decisão que os pais tomam em mandar seus filhos para a escola.

Questões: (1) Como entender que o Brasil foi um país católico? Quais as principais contribuições históricas da igreja? (2) Onde está concentrada a maioria católica brasileira? (3) Que divisões existem hoje no catolicismo brasileiro? (4) Quais são os sacramentos da Igreja Católica Romana? (5) De que forma se dá a hierarquia da Igreja Católica Romana e como são escolhidos os seus líderes? (6) O que é a renovação carismática católica?







SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ER
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

PROTESTANTISMO HISTÓRICO BRASILEIRO

Esse grupo compreende as igrejas clássicas formadas com a Reforma. Além da Luterana, destacam-se a Presbiteriana, a Batista e a Metodista.

Criada por Lutero, a LUTERANA é a primeira igreja saída da reforma. O fundador aboliu a confissão obrigatória, o culto aos santos e à Virgem e o jejum. Permite que os religiosos possam se casar. A igreja Luterana prospera na Alemanha em meados do século 16 e propaga-se para vários países. As primeiras comunidades luteranas chegam ao Brasil a partir de 1824, nas cidades de São Leopoldo (RS), Nova Friburgo (RJ), Três Forquilhas (RS) e Rio de Janeiro (RJ). Das correntes luteranas, a maior e mais antiga no país é a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), vinda dos Estados Unidos. Existe ainda a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

A Igreja Presbiteriana, fundada por John Knox, segue a doutrina religiosa do teólogo francês João Calvino, um reformador de Martinho Lutero. Sua doutrina é mais rigorosa que a luterana, especialmente no que diz respeito ao comportamento dos fiéis. Os presbiterianos dão grande importância à leitura e à interpretação da Bíblia. Encaram a educação como forma de evangelizar. A Igreja Presbiteriana do Brasil nasce no Rio de Janeiro com o missionário norte-americano Ashbel Simonton em 1863. Hoje há outros grupos como a Igreja Presbiteriana Independente (1903), Igreja Presbiteriana Conservadora (1940) e a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1966). Os presbiterianos mantêm universidades importantes no Brasil como a Mackenzie de São Paulo.

Os batistas, por sua vez, não reconhecem o batismo de crianças. Para eles, esse sacramento depende de uma decisão pessoal tomada por um adulto convertido e deve ser administrado por imersão. A Igreja Batista surge em Londres em 1611 por iniciativa de um grupo de luteranos liderados por Thomas Helwys e difunde-se nos Estados Unidos. Os primeiros batistas a chegarem ao Brasil fugiam da Guerra Civil Americana. Instalam em Santa Bárbara d´Oeste (SP) a Igreja Batista de Santa Bárbara, em 1871, com o culto todo em língua inglesa. Hoje os batistas estão divididos em vários ramos como nacionais, bíblicos e regulares.

Por fim, formada em 1740, a Igreja Metodista é fruto das reuniões de meditação realizadas por John Wesley. Os metodistas acreditam na capacidade do ser humano de purificar-se abrindo mão de prazeres mundanos e buscando a salvação de forma disciplinada. No Brasil foi trazida por John James Ranson, no Rio de Janeiro, em 1876. A maioria das igrejas está concentrada na região Sudeste. Assim como os presbiterianos e luteranos, os metodistas destacam-se por sua atuação no ensino superior com 23 mil alunos matriculados em suas instituições em 2000.

Questões: (1) Que origem tem o protestantismo? Quais são os precursores e as principais igrejas? (2) Que divisões aconteceram dentro do protestantismo? Por que dizemos que há protestantes históricos? (3) Qual a contribuição dos imigrantes brasileiros na composição das primeiras igrejas protestantes? (4) Que diferenças há entre a Bíblia protestante e a católica? (5) Como é o culto protestante? (6) De que forma se dá a hierarquia das igrejas protestantes históricas e como são escolhidos os seus líderes?







SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ER
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

PROTESTANTISMO PENTECOSTAL BRASILEIRO

Assim como os protestantes tradicionais, o protestantismo pentecostal surge como um protesto cristão, em nome do Evangelho, contra escândalos do cristianismo, doutrinas e comportamentos que, segundo seus líderes, contradiziam o ensinamento de Jesus. A diferença está justamente no termo bíblico “pentecostes”. Os protestantes dessa vertente dão valor especial ao texto da Bíblia conhecido como narrativa de Pentecostes presente no livro de Atos dos Apóstolos. Segundo o texto, houve um “avivamento”, um “sopro” de Deus sobre os primeiros cristãos, daí o nome pentecostal a essas igrejas. A Bíblia Sagrada, aliás, não é um manual de teologia, mas um reconhecimento da ação do Espírito para ser aplicada nos nossos dias, sempre atual.

Os pentecostais surgiram como grupo autônomo em Chicago, nos Estados Unidos, em 1906, de um movimento denominado holiness (santidade). O movimento é, em grande parte, de origem metodista. Baseado no Pentecostes, o grupo anuncia o batismo no Espírito Santo, o dom de falar línguas desconhecidas (glossolalia) e o dom de cura. Os cultos têm uma dinâmica emotiva e teatral, visível nos discursos acalorados dos pastores, nos cantos e nas orações coletivas em voz alta e nos rituais de cura realizados em grandes concentrações públicas.

Os cultos pentecostais chegam ao Brasil em 1910 com a Congregação Cristã no Brasil em São Paulo. Além destes existem Assembléia de Deus (Belém, 1911), Evangelho Quadrangular (São Paulo, 1953), Brasil para Cristo (São Paulo, 1955) e Deus é Amor (São Paulo, 1962).

A partir dos anos 70 surge no Brasil uma reorganização dos cultos pentecostais ou, em outras palavras, um novo avivamento. A origem dos cultos neopentecostais é norte-americana. As igrejas pregam a Teologia da Prosperidade, pela qual o cristão está destinado à prosperidade terrena. A comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Goiás, 1976), a Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro, 1977), a Internacional da Graça de Deus (Rio de Janeiro, 1980) e a Renascer em Cristo (São Paulo, 1986) são as principais igrejas.

Encabeçado pela Igreja Universal, o neopentecostalismo, ao lado do pentecostalismo, é a vertente cristã que mais cresce. O fenômeno já é considerado por alguns “a maior revolução do cristianismo depois de Lutero”. Essa corrente se expande principalmente entre os mais pobres e os menos escolarizados da população.

As principais características do neopentecostalismo brasileiro são a utilização intensiva do rádio e da televisão e o uso de um método empresarial para o gerenciamento da instituição. Nos últimos anos no meio radiofônico, por exemplo, depois das rádios que se especializaram no formato música-esporte-notícia, surgem com grande força emissoras que se especializaram em transmitir 24 horas de exclusivo conteúdo religioso.

Questões: (1) Como definir os protestantes pentecostais? Como surgiu o movimento pentecostal no Brasil? (2) Qual a diferença entre pentecostal e neopentecostal? (3) Quais as principais igrejas do ramo pentecostal e neopentecostal existentes no Brasil? (4) Como é o culto pentecostal? O que é o batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas? (5) Por que houve uma expansão dos grupos pentecostais brasileiros nos últimos anos?
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENSINO RELIGIOSO – ER
PROF. KALIL DE OLIVEIRA

ESPIRITISMO NO BRASIL

A introdução do espiritismo kardecista data do século XIX. Na França, em 1853, Leon Hippolyte Denizard Rivail, conhecido por Allan Kardec, publica o Livro dos espíritos propondo o que considera tanto uma religião como uma ciência. A doutrina foi organizada no Brasil por estudantes, filhos de nobres brasileiros que nesta época freqüentavam universidades européias. Em 1884 é fundada a Federação Espírita Brasileira. No espiritismo brasileiro a principal figura ainda é a de Francisco Xavier, ou Chico Xavier, que morreu aos 92 anos, em 2002, e escreveu mais de cem livros. Ele doou toda a renda angariada com a venda de seus livros para entidades de assistência social. Para Chico Xavier os livros, psicografados, pertenciam aos espíritos e por isso os lucros não poderiam ficar com ele.
Os pontos básicos da doutrina espírita são (1) a idéia da evolução dos espíritos através de sucessivas reencarnações; (2) o karma, segundo a qual toda ação, boa ou má, recebe a devida retribuição - no jogo da vida se recebe na proporção que se dá; (3) a caridade é um pressuposto básico da atuação dos fiéis - seguindo-se o evangelho os homens terão paz e prosperidade; (4) os médiuns são os intermediários entre os seres vivos e os espíritos desencarnados; (5) o progresso depende de méritos pessoais, acumulados em várias encarnações; (6) não há distinção entre o natural e o sobrenatural, entre religião e ciência;
A Federação Espírita Brasileira diz que hoje o número de praticantes no país chegaria a 20 milhões. Muitos católicos e protestantes também procuram os Centros Espíritas apesar de não declararem praticantes da religião. Com isso, o Brasil ainda é o maior país espírita do mundo.
Mesmo entre os espíritas há os que não admitem a reencarnação como confirmou o V Congresso Internacional de Espiritismo de 1934 em Barcelona, Espanha. Apenas no Brasil, existem os kardecistas ortodoxos (fiéis irrestritos de Allan Kardec), Rustenista, de João Batista Roustaing, (defende que o corpo de Jesus não era material), Ubaldista, de Pietro Ubaldi (previa lutas apocalípticas que colocariam fim às civilizações), Paganizante ou Espiritualismo Cristão, de Carlos Imbassahy (o espiritismo seria um ensinamento cristão), a tendência racionalista (movimento racional e científico, não religioso), e o espiritismo umbandista, oriundo das tradições africanas no Brasil.
Hoje a perspectiva terapêutica é apontada como a principal alternativa de crescimento para o espiritismo. Como em outros sistemas de crença, as pessoas procuram o espiritismo em busca de saúde ou solução para problemas materiais e, uma vez obtido o que desejam, passam por uma renovação de toda sua perspectiva de vida. É interessante lembrar que desde 1974 já existem edições de revistas de educação espírita.

Questões: (1) O que é espiritismo? Por que o Brasil é considerado o maior país espírita do mundo? (2) Onde está concentrada a maioria espírita brasileira? (3) Quem foi Francisco Xavier? (4) Segundo a doutrina espírita, o que é a evolução dos espíritos e como isso interfere na vida dos vivos? (5) Qual a hierarquia dos Centros Espíritas? Como conceituar reencarnação, karma, passe e mediunidade? (6) De que forma o espiritismo é retratado na mídia? (7) O espiritismo pode ser uma ciência?

Nessun commento:

Posta un commento

Posta un commento